Rota das Artes

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16 de maio de 2016


Busca Vida Apresenta: 

Rota

Vivenciar experiências que extrapolem o cotidiano por meio da arte e da proximidade com a natureza, a fim de transformar ideais em realizações. É isso o que a Busca Vida traz com a Rota das Artes – Arte e Convivência na Serrinha, que tem como objetivo oferecer oficinas continuadas de teatro, artes visuais e música para jovens e adultos da região. Ao fim, será montado um espetáculo cênico pelos participantes do projeto.

Os encontros começaram no dia 3 de maio e seguem até novembro.

“A Busca Vida tem em sua filosofia existencial a interação com a comunidade: falar, ouvir, compreender e, com essa troca, evoluir junto. A Rota foi pensada como um instrumento para beneficiar o entorno da empresa, da mesma forma que a região tanto faz pela Busca Vida desde o seu nascimento”, explica Carlão Busca Vida.

Com esse pensamento em mente, a Rota das Artes foi idealizada para discutir as questões em torno do fazer coletivo e da ação artística no contexto rural. Por isso, o projeto conecta a comunidade do entorno do bairro da Serrinha a artistas já reconhecidos nas suas áreas, como forma de promover a troca de saberes e de dar forma artística ao conhecimento imaterial.

Participam deste diagrama os artistas Fabiana Barbosa (Cia do Tijolo), comandando os trabalhos cênicos com uma oficina de teatro, João Velhote, do Jardim Elétrico, que conduzirá aulas de banda para aflorar a veia musical dos participantes, e Charles Paixão, do coletivo Linguiça Bragantina, trabalhando as artes visuais de maneira integrada. Ao longo do ano, novas oficinas serão anunciadas.

Além das oficinas, estão previstos encontros de co-criação para artistas e experiências artísticas nômades, ocupando por seis meses, simultaneamente, o Teatro Rural e o Casarão 2 Irmãos. Os processos colaborativos terão a moderação da arte-educadora Gisa Picosque – da Touché Cultural.

As inscrições podem ser feitas pelo site do Edith Cultura (edithcultura.org.br) ou com a Professora Vanessa, no número [11] 97340 9226. Tem prioridade os moradores da região.

De onde vem a Rota?

A Rota das Artes surge intuitiva e afetivamente com o Festival de Arte Serrinha, em 2002, unindo-se ao Galpão Busca Vida, no bairro desde 1997, na aposta do desenvolvimento de linguagens artísticas com o pé no meio rural e a mente no mundo. Em 2014, uma exposição de artes integradas na região, com trabalhos de 14 artistas diferentes, dá nome a esse ideal.

Hoje, esse ideal se materializa no formato de um novo percurso, que propõe aos moradores do município e entorno, possibilidades de deslocamento pelos espaços culturais localizados nos bairros da Serrinha e Água Comprida.

Onde a Rota está?

Há um pensamento comum compartilhado entre os indivíduos que frequentam a região da Serrinha, de que aquele cantinho da zona rural de Bragança Paulista é “único, especial, encantado”. Algo específico dali torna possível, de alguma maneira, que indivíduos vivenciem experiências que extrapolam o cotidiano e as transbordam na forma de adjetivos brilhantes e suspiros de realização.

O encontro com o rural, a proximidade com a natureza, o frescor da mata, a paisagem multicor e o ritmo desacelerado do tempo, que passa a pulsar do lado de dentro das pessoas, são indícios de que a região transforma, acolhe e aconchega. Porém, a potência do meio natural e da experiência espiritual não definem, sozinhas, esta região – seus habitantes a tornam reais.

E é neste ambiente que se construirá a Rota das Artes aqui proposta pela Busca Vida, com diferentes possíveis caminhos a serem trilhados, compartilhados, reinventados, resignificados.

Pra onde vai a Rota?

Se hoje a Rota se inscreve timidamente no contexto local através da programação cultural de espaços parceiros como o Galpão Busca Vida e a Fazenda Serrinha, a ideia para o futuro é extrapolar essas fronteiras e, a partir da criação artística e ocupação dos demais espaços culturais locais, torná-la perene.  Um desafio e tanto a ser encarado nos próximos anos.

Em um passo ainda mais largo, a Rota – mutante por definição – tem potencial para tornar-se um pólo de produção cultural de referência nacional e reposicionar a região Bragantina no mapa cultural e turístico de nosso país.

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